Os alunos das turmas de 7º ano tiveram a rara oportunidade de conviver com a diversidade biológica dos manguezais em uma das maiores áreas de Mata Atlântica ainda preservadas: o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, que fica no litoral de São Paulo.

Durante essa saída de Estudo do Meio, que aconteceu entre os dias 8 e 10 de junho, eles visitaram o centro histórico da cidade de Cananeia, conversaram com pescadores, viram de perto ambientes como mangue, restinga e Mata Atlântica e assistiram a uma apresentação de um grupo de fandango. Uma experiência multidisciplinar de rico conteúdo.

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Confiram o relato dos professores que acompanharam o grupo.

mata-atlantica (1)“Nas aulas de Língua Portuguesa, os alunos estão lendo a obra Robinson Crusoé, um romance escrito por Daniel Defoe no qual o personagem-título é um náufrago que passou muitos anos em uma remota ilha tropical até ser resgatado.

Nessa viagem os alunos também viveram aventuras, mas diferente de Robinson, eles não estavam naufragados e muito menos carregavam preconceitos sobre as diferenças culturais. Ao contrário, a experiência foi construída sobre os alicerces do respeito e da valorização dos saberes populares, científicos e das belezas naturais, sobretudo a força do equilíbrio entre pessoas e animais.

Eles conheceram o trabalho da Cooperostra, visitaram os ecossistemas protegidos e aprenderam sobre a pesca não predatória. Assim como o aventureiro inglês da literatura, tiveram muito trabalho, mas conseguiram aproveitar as pausas com muita diversão, risadas, fortalecimento de velhas amizades e criação de novos laços afetivos entre estudantes e professores”.

Francisley da Silva Dias – Professor de Língua Portuguesa e Redação.

“O Estudo do Meio foi uma oportunidade importante no estudo da Geografia de sair de uma metrópole e vivenciar experiências diferentes em uma cidade pequena como Cananeia. Destaco alguns pontos…

  • mata-atlantica (4)O interesse dos alunos em todo o processo de coleta de ostras e a distribuição para os grandes restaurantes, o que permitiu conectar cidades com realidades completamente diferentes. Além disso, provar uma ostra pela primeira vez foi um desafio para muitos alunos.
  • O envolvimento com a dança de fandango, ainda preservada por um grupo de senhores que tiveram o maior prazer em responder a todos com carinho.
  • A aula sobre os cetáceos e o destaque da importância dos projetos do boto cinza na região, chamando a atenção dos alunos e desenvolvendo um sentimento de carinho, entendimento do ambiente natural e de preservação.
  • O contato com o mangue e a atividade de fazer medições no meio da lama foram novidades que causaram uma grande ansiedade e ao mesmo tempo diversão com aprendizado.
  • A aula de pesca que deu a oportunidade para que os alunos treinassem como se posicionar, lançar a rede e ver onde ia dar.

A convivência nesses três dias ficará para sempre nas nossas memórias, tanto nas dos alunos quanto nas dos professores!”

Iara Rosa – Professora de Geografia.

“A vivência de andar despreocupadamente pelas ruas de Cananeia, convidando as pessoas para uma conversa informal, foi muito rica para os alunos. Eles escutaram sobre as lendas da região e as comidas típicas e compartilharam suas entrevistas por meio de representações em forma de esquetes muito divertidas!

mata-atlanticaConheceram e degustaram ostras frescas da Cooperostra.
Conheceram e dançaram ao som do Fandango do Grupo Esperança.
Conheceram e aprenderam muito sobre o boto.
Conheceram e jogaram (alguns) tarrafa, com o “Seu Mário”, pescador.
Conheceram e andaram sobre os sambaquis.

Visitar os biomas coletando dados fez o aluno ter um olhar mais detalhado da Mata Atlântica, do manguezal e da restinga.

Além dos dados climatológicos e biológicos, a experiência de sentir o gradiente de terra firme, passando pelo lodo até chegar ao mar, foi única. Nada que palavras e descrições em um livro didático possam reproduzir.

Frio, vento, barco, amigos, professores, praia, sol, estudo, diversão… Uma miscelânea de sensações.

Vontade de voltar para casa? Sim. Não. Saudade.”

Márcia Nobue Sacay – Coordenadora de Ciências.

mata-atlantica (3)“Os alunos viveram uma experiência única no Estudo do Meio em Cananeia. Além de conhecer as histórias, os costumes e a cultura tradicional da região, puderam identificar os biomas, sentir o cheiro da paisagem, refletir sobre os hábitos, andar de barco, perceber o céu estrelado e o silêncio da Lua.

Reproduziram as entrevistas de forma bem-humorada, apreciaram a culinária local e dançaram o tradicional fandango, que resiste bravamente as intempéries do tempo.

Viveram nesses três dias continuamente com os professores, guias locais e monitores, aproximando ainda mais os laços de fraternidade e o gosto pela ciência. Uma união que cria contextos favoráveis para a formação integral que tanto almejamos.”

Renato Luginick – Professor de História.

Confiram fotos e vídeos dessa aventura pela Mata Atlântica.