Evento mostrou como a tecnologia favorece a criação e tem o potencial de unir pessoas em busca do conhecimento

O pequeno Thomas Ohara (foto abaixo), de 7 anos, programou sozinho uma história fantástica em que um dragão conversava com um ninja em uma oficina para crianças realizada no V Scratch Day do Pioneiro, que aconteceu no último sábado, 12. Aluno do 2º ano e fã de Minecraft, Thomas mostrou toda sua habilidade para criar sequências lógicas, incluir sons, desenhos autorais, cenários e movimentar seus personagens. Veterano em eventos de programação, Thomas adora as oficinas de programação pois sabe que sempre vai aprender algo novo. “Ele gosta bastante de criar histórias. Sinto que naturalmente desenvolve a criatividade”, disse a mãe, Cristiane Ohara.

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A 5ª edição do Scratch Day foi um sucesso de público e de crítica. Mais de 400 pessoas passaram pelo evento para prestigiar as apresentações de 4º e 5º anos e participar de cinco oficinas. Tiveram o apoio de alunos monitores, de 13 professores e de uma grande equipe de apoio. Em grupos ou individualmente, desenvolveram animações, criaram seus próprios jogos e até construíram uma pelúcia. “O ponto forte do evento foi justamente trazer os alunos para ministrar oficinas. Eles colocaram em prática todo o conhecimento adquirido em aula e demonstraram um grande poder de planejamento, organização, trabalho em grupo e protagonismo”, disse Débora Sebriam, coordenadora de tecnologia educacional do Pioneiro.

A aluna Letícia Rocha Sobreira, aluna do 5º B, liderou uma oficina que ensinava a programar personagens por um labirinto. Segura de suas ações, ela conta que já criou até um jogo de perguntas e respostas (quizz) com a turma. “É simples, a gente tem os comandos e vai encaixando um a um, não tem segredo”, disse, entre uma oficina e outra. Após compartilhar com o público as artimanhas de programar um labirinto, Letícia correu para outra oficina para aprender a programar uma pelúcia.

O Pio também teve convidados de fora. O desafio de integrar eletrônica à robótica foi a proposta de Edson Sidnei Sobreira, do HackEduca, e Verônica Gomes dos Santos, gestora de mídias educacionais da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo. Eles ensinaram a trabalhar com a plataforma Arduino, uma ferramenta aberta e livre para o desenvolvimento de projetos de hardware e software, usando também o Scratch. “Exploramos o acendimento automático dos postes de iluminação pública”, disse Sobreira, citando outras aplicações da tecnologia, como acionar lâmpadas domésticas por meio de comando de voz. Verônica reparou na facilidade dos mais novos para lidar com a tecnologia. “Vi uma família em que o filho terminou a atividade primeiro e depois ajudou o pai”, disse.

O PIO é uma das escolas referências no uso do Scratch integrado ao currículo escolar no Brasil, pois acredita no potencial da tecnologia na alfabetização. Segundo Debora Sebriam, inovação pedagógica e tecnologia andam lado a lado e estimulam o desenvolvimento das competências do século XXI. Scratch Day é uma celebração mundial sobre o uso do software. O programa é usado em cerca de 150 países e está disponível em 40 idiomas.

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