Quando pensamos em ciência, logo aparece em nossas lembranças as aulas de Química e Biologia no Ensino Fundamental e Médio. No entanto, essa impressão se desfaz quando temos a chance de visitar uma exposição que estabelece uma visão global da noção de ciência.

Recentemente acompanhamos alguns alunos na visita a uma mostra organizada por uma prestigiada sociedade científica europeia, a Sociedade Max Planck. Foi a Túnel da Ciência.

Desde o mundo microscópico até as mais complexas relações humanas, podemos observar que todos estes assuntos se interligam de que maneira? No momento em que o ser humano volta para responder às questões básicas da origem da vida até a estrutura e o funcionamento da sociedade contemporânea, o espírito investigativo e científico aparece como norte nesta exposição.

Logo na entrada da exposição, o primeiro painel faz a seguinte pergunta: “Será que Deus deve uma escolha?”

Pode parecer contraditório uma exposição de caráter científico iniciar com uma questão de cunho metafísico, mas ao percorrer por todos os estandes tentei responder para mim mesmo a pergunta que me fora colocada na entrada. E se pensarmos Deus não à partir de uma entidade metafísica, mas como algo pertencente ao universo do singular e do coletivo ao mesmo tempo?

No singular, quando observamos as mais simples e complexas cadeias de vida no universo, do momento do grande “Big Bang” até as mais intrincadas relações que o homem estabelece com a sociedade, não estaria a presença de Deus manifestada no princípio da inteligência humana?

Professor Michael Luiz dos Santos – História