“A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro.”

Albert Einstein

As crianças estão em constante aprendizado e a cada dia descobrem algo novo capaz de transformar sua maneira de entender o mundo. Conforme desenvolvem a competência comunicativa, elas passam a questionar e opinar sobre informações e acontecimentos ouvidos e/ou vivenciados e a partir de então é que podemos nos surpreender com as “pérolas” ditas por elas sobre tudo e todos e em qualquer ocasião.

Na escola, um dos melhores momentos para se atentar a essas surpresas é a roda da conversa, ocasião em que podem falar espontaneamente sobre seus conhecimentos, anseios e curiosidades.

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E foi durante uma dessas rodas, conversando sobre a Páscoa, que questionei se coelho bota ovos ou não e tive respostas variadas, das quais selecionei duas “pérolas” para compartilhar com vocês:

“Não bota ovo, porque quando ele come cenoura, ela está mastigada”.

“Bota, porque ele come cenoura e não vê o ovo saindo”.

Outra conversa que resultou em novas “pérolas” ocorreu durante uma apresentação sobre o mosquito Aedes aegypti, feita por alunos do 9º ano em nossa classe. Quando questionados se conheciam ou já teriam ouvido falar sobre o mosquito, um aluno prontamente ergueu a mão e disse: “Eu conheço ele, eu pisei nele”, o que gerou um breve questionamento se pode ou não pisar no mosquito.

No decorrer da apresentação também questionaram o que se deve fazer caso o mosquito apareça. Foi quando outra criança ergueu sua mãozinha dizendo seriamente: “Aí você vai falar: xô, xô, mosquito!”.

Enquanto seguiram com a apresentação, um mosquito de mentira foi passado de mão em mão, pegando uma garota desprevenida, que ao vê-lo se assusta e diz mais uma dessas “pérolas”, já aos risos: “Ai, se fosse de verdade, eu ia morrer”, dando início às gargalhadas das outras crianças, que brevemente são abafadas ao verem na televisão o ciclo evolutivo do mosquito. “Olha! Parece uma pentopeia (centopeia)!”, afirma um aluno ao ver o mosquito no estágio de pupa.

Recentemente vim à escola usando meus óculos de grau, o que gerou muitos questionamentos e suposições sobre o porquê do uso. Uma das crianças que se manteve em silêncio em meio aos burburinhos, passado algum tempo, manifestou-se euforicamente: “Professora, eu já sei!!! Você deixava algumas coisas cair porque você não tava usando óculos!!!”, referindo-se a alguns episódios em que deixei objetos caírem.

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As crianças são observadoras e possuem uma maneira peculiar de interpretar e compreender o mundo, criando novos universos e significados por meio de sua imaginação. Como adultos, devemos valorizar, orientar e nunca reprimir os saberes e as descobertas dos pequenos, que tanto sabem e tanto têm a ensinar e descobrir.

Professora Débora Freitas – Infantil II B.

Confiram abaixo mais alguns momentos dessas rodas de conversa… Quando surgem essas “pérolas”.

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