Os alunos das turmas de 4° ano fizeram um passeio monitorado pela rodovia Caminho do Mar, também conhecida como Estrada Velha de Santos, que até meados do século passado foi a principal via de ligação entre o planalto paulista e o litoral. No trajeto a pé, os alunos observaram as fantásticas paisagens da Baixada Santista e várias construções, como os monumentos históricos construídos em 1922 em homenagem ao centenário da independência do Brasil.

CaminhoMar (1)

No início da caminhada paramos para aplicar uma metodologia aprendida na escola, denominada método do quadrado. Em uma área de 1m x 1m fizemos uma contagem das espécies diferentes observadas. Chamávamos a atenção para não considerar um indivíduo ainda jovem como sendo de outra espécie, ou perceber uma planta pequena que estivesse sob uma folhagem grande.

CaminhoMar (3)A atividade é importante para aguçar o olhar e a percepção dos alunos quanto à diversidade de espécies que pode ser encontrada em uma área tão pequena. Essa amostragem, em uma escala muito maior e repetida inúmeras vezes, é a metodologia usada pelos pesquisadores para estimar a riqueza de espécies nos diversos biomas. Com os dados obtidos desenvolvem-se projetos de manejo e conservação dos ecossistemas.

A divisa de São Bernardo do Campo com Cubatão marca o início de uma longa caminhada de oito quilômetros até a Baixada Santista. No percurso, entre uma parada e outra, os alunos conheceram a Calçada do Lorena, que foi o primeiro caminho pavimentado com pedras que ligou o litoral ao planalto paulista.

No trajeto também nos deparamos com alguns tubos de grande calibre, que fazem parte da usina hidroelétrica Henry Borden. Os alunos aprenderam que uma usina hidrelétrica pode ser subterrânea, com os geradores instalados no interior do maciço rochoso em uma caverna com dimensões de 120 metros de comprimento, 21 metros de largura e 39 metros de altura.

Leia mais sobre a usina aqui.

CaminhoMar (2)E por falar em conservação, a outra visita que realizamos foi ao Museu de Pesca, inserido dentro de uma instituição de pesquisa em um prédio que foi um forte no século XVIII, o Forte Augusto. O Museu tem algumas salas especiais, como a dos tubarões, a das tartarugas e a dos mamíferos do ambiente marinho. Todas muito interessantes!

Lá podem ser observados esqueletos e representantes taxidermizados provenientes de redes de pesca comercial ou de encalhes nas praias da região. E claro que há mais… Os alunos se impressionaram particularmente pelo esqueleto da baleia-fin (Balaenoptera physalus), a maior atração do museu. A ossada pesa sete toneladas e tem 23 metros de comprimento. Essa espécie de baleia vive aproximadamente 90 anos, sua gestação é de 11 meses e ela se alimenta principalmente de krill, um minicrustáceo encontrado em águas frias de polos. Atualmente há apenas uma pequena população da baleia-fin nos mares do planeta, devido à caça predatória e à poluição.

Leia mais sobre o museu aqui.

Professoras Lúcia Morais (4°A), Rosália Motta (4°B), Meire Pereira (4°C) e Márcia Sacay (Coordenadora de Ciências)