Como parte de sua formação aqui no Pioneiro, os alunos do Ensino Médio têm a oportunidade de aprofundar seus estudos por meio do Trabalho Coletivo. As saídas de Estudo do Meio, dentro e fora da região metropolitana, são etapas desse projeto.

Todo o trabalho da turma de 1º ano do Ensino Médio gira em torno de uma questão norteadora: “Como São Paulo se organiza para viver?”. Refletindo sobre essa questão, é preciso vivenciar a cidade em suas diversas experiências.

Assim, no dia 13 de agosto percorremos de metrô algumas áreas da zona leste da cidade, indo até a estação Corinthians-Itaquera, observando o caminho e cronometrando o tempo gasto no deslocamento. Percebemos as relações entre centro-periferia, verticalização, transporte público, arquitetura e urbanismo.

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Pela janela do trem ou pela plataforma da estação, a cidade foi se apresentando. No trajeto, paradas nas estações Brás e Bresser para conhecer melhor como o centro foi crescendo na direção da zona leste, a cidade foi se espalhando e as pessoas se adaptando.

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Na volta, parada na estação Belém e visita à Vila Operária, lugar que ainda preserva lembranças materiais e imateriais do século passado, do tempo das grandes fábricas populistas e do Conde Matarazzo, que acordava cedo, junto com os operários para dar exemplo.

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E ainda no muro quebrado, que separa a vila da construção de um conjunto de prédios novos, pode-se ler o lema: Fides, Honor, Labor. Fé, Honra, Trabalho. O antigo e o novo, o antes e o depois se misturam na poeira das obras.

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A cidade segue se reinventando. Nas entrevistas com os moradores, tivemos contato com a São Paulo que não está apenas nos livros. Para descobrir como se organiza nossa cidade, é preciso vivê-la.

Renato Luginick – Professor de História.

Confiram mais alguns momentos dessa experiência pela zona leste de São Paulo

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