marcelo gleiserCientista dedicou uma hora a responder perguntas elaboradas pelos alunos do Ensino Médio com a mensagem de que ciência é para todos

Um dos grandes desafios da divulgação científica é comunicar conceitos de forma simples e clara – e fazê-la chegar ao grande público. Como disse o físico Marcelo Gleiser, conhecido dos brasileiros justamente pela preocupação de disseminar ideias aparentemente complexas de maneira didática, a ciência tem de estar a serviço da sociedade, e não o contrário. “Se ela circular apenas entre especialistas ou estampar estudos científicos, qual o seu propósito?”

Na última quarta-feira (21), Gleiser conversou com os alunos do Ensino Médio por cerca de uma hora sobre ciência e religião, exploração interestelar e viagens no tempo. O cientista se conectou ao Pio por videoconferência a partir da universidade americana de Dartmouth College, onde leciona, e abriu espaço para que os estudantes se aproximassem da ciência sem erudição, em um bate-papo rico e descontraído.

Com um arsenal de 39 perguntas, os alunos trouxeram questões sobre a existência de vida fora do sistema solar e a convivência da ciência com a religiosidade. “Tivemos a possibilidade de aproximar nossos alunos de um grande cientista e ficamos com a mensagem de que não pode existir um abismo entre a produção e a difusão do conhecimento, é preciso criar pontes”, disse o professor Álvaro Vieira, coordenador do Ensino Médio.

Sobre Marcelo Gleiser - Graduou-se em física na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, obteve o mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e o doutorado no King’s College da Universidade de Londres, Reino Unido. Realizou pesquisas de pós-doutorado no Fermilab e na Universidade da Califórnia em Santa Barbara, nos EUA. Publicou mais de 80 artigos científicos. É, membro da Sociedade de Física Americana e da Sociedade Internacional para o Estudo da Origem da Vida.

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