miro“Não há possibilidade de ensinar arte sem que os alunos tenham a experiência de estar diante de obra de arte”, diz Acácio Arouche, professor de artes do ensino médio.

Joan Miró, catalão, é um dos mais celebrados artistas do século XX. Em suas pinturas e desenhos, tentou criar meios de expressão metafórica que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto, tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas.

Para Acácio, essa exposição do Miró foi muito especial, não só pelo artista e suas obras de uma qualidade poética sem igual, mas pelas circunstâncias do acervo. As obras foram colecionadas por um fotógrafo, amigo do Miró que acompanhava o processo de criação do artista. Muitos trabalhos são esboços, desenhos, experimentações. Trabalhos que só um outro artista, atento e amigo íntimo poderia ter recolhido, e só uma pessoa generosa poderia tornar isso público. Melhor que uma exposição de arte é o estudante de arte estar em contato com o momento da criação.

Os alunos do 1º ano do ensino médio aguardavam com grande expectativa para visitar a exposição. Previamente, a prof. Kenia de espanhol, trabalhou textos históricos e críticos como preparação para a saída.

A visita é também objeto de estudo. Os alunos vão escolher três obras, e após, apenas uma. Eles deverão produzir um texto relatando a visita à exposição e os motivos de suas escolhas. A obra destacada das três é para ser ouvida, eles farão um exercício de leitura sonora da obra através da criação de uma frase musical e depois vão juntar as frases para criar uma peça sonora e vão executar como numa orquestra.

Essa parceria entre artes e música acontece pelo terceiro ano consecutivo e o retrospecto tem provado ser de sucesso, pois o aproveitamento para o aprendizado de Arte é muito positivo.

A mostra “A Magia de Miró, desenhos e gravuras” fica em cartaz na Caixa Cultural, entre 22 de fevereiro e 20 de abril, de terça a domingo, das 9h às 19h, com entrada gratuita.

Texto de Acácio Arouche e Débora Sebriam