“A brincadeira faz parte do nosso dia a dia. É nesse momento que as crianças se relacionam com o mundo, com as pessoas que estão ao seu redor e com ela mesma.”

Esse foi um brinquedo feito pelas crianças, o “telefone de lata”. A brincadeira começou desde que iniciamos a confecção, quando as crianças souberam a função das latas, e se estendeu nas áreas externas quando cada criança escolhia seu par e ensinava um ao outro como utilizar o brinquedo, descobrindo inclusive que só funcionava quando o barbante ficava esticado.

Posso dizer que essa aula não foi meramente uma brincadeira, mas um movimento rico de aprendizado, no qual as crianças tiveram a oportunidade de trocar conhecimentos expondo o que sabiam e aprendendo coisas novas.

Devido à presença frequente desse momento lúdico na rotina das crianças do maternal, elas já mostram condições, por exemplo, de por si só atribuírem papéis uns aos outros, como, “eu sou a mamãe e você vai me ligar, tá?!”.

Consigo apreciar nesse movimento a construção de valores e atitudes que se constituem em um recurso fundamental para acontecer o ato de brincar, isso acontece igualmente na brincadeira de faz de conta, nos jogos de construção e quando a brincadeira constitui regras.

A brincadeira é uma troca de experiência significativa para acontecer à construção do conhecimento, isso é fato no nosso dia a dia.

O “telefone de lata” foi baseado em uma obra de arte do pintor Ivan Cruz, que nomeou sua série como “Brincadeira de criança”. Seu objetivo em retratar em suas telas crianças brincado foi exatamente divulgar o resgate ao lúdico e à imaginação, incentivando ao máximo o desenvolvimento real das nossas crianças no feliz mundo das brincadeiras”

Fabiana Carvalho Silva Gonçalves, professora do Maternal B