Prof. Marco Antonio
História

Antes de me formar como historiador pela USP fiz um pouco de tudo. Trabalhei numa pequena quitanda vendendo frutas. Fui office-boy nos idos dos anos de 1980 e posteriormente auxiliar de Recursos Humanos. Enquanto trabalhava para pagar os estudos e ajudar em casa ingressei no curso de História. Fiz mestrado e doutorado em Educação na mesma universidade. Ainda durante o tempo de graduação comecei a trabalhar em escolas como professor. A combinação de tudo isso resultou em muita perda de cabelo (os poucos que sobraram passam por um processo de branqueamento), muito prazer pela profissão docente e gratidão pelo passado não menos alucinado nos campinhos de futebol, nos jogos de botão e na correria de office-boy.
Por que eu gosto da minha disciplina?
Há muitos motivos. Os primeiros são relativos ao porquê decidi cursar História. São expectativas e idealizações de certas escolhas, que hoje pouco têm a ver com o gosto pela História. O gosto pela História foi construído mais concretamente ao longo da própria formação acadêmica e intelectual. Ele deve-se ao fato da História estar ligada diretamente ao estudo e compreensão da memória social.
Por que é importante que o aluno aprenda os conteúdos dessa disciplina? 
A última parte da questão anterior responde. A importância hoje do estudar história faz parte da luta com o que costumamos classificar de presenteísmo. Para o historiador britânico Eric Hosbswam “boa parte dos jovens crescem numa espécie de presente contínuo hoje, sem qualquer relação orgânica com o passado”, o que significa também, falta de compromissos e responsabilidades com futuro.
Aprender Historia significa não apenas saber o acontecido, mais compreender, tirando ensinamentos disso.
Quais são os três conteúdos mais importante da disciplina para mim? Quais são os três conteúdos mais importantes da disciplina para o meu aluno aprender?
Isso inexiste quando tratamos de História. Durante muito tempo e ainda hoje busca-se mostrar, a importância de tais ou quais conteúdos a serem ensinados. Sabidamente a seleção passa por critérios ideológicos e políticos, dizem respeito a instrumentalização do passado pelo presente. O que vejo como importante é fazer o aluno perceber a importância do passado no presente. Que o passado não é dado morto, mas traz implicações presentes à dinâmica social.
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José Carlos Hiakuna
Geografia
Casado, pai de dois filhos, taurino, penhense e corinthiano, graças a deus.
Professor de Geografia com mestrado em Geografia Humana. Pesquisa com ênfase em Urbanização. Experiência de 24 anos no Ensino Fundamental, Médio (público e particular), e Ensino Superior. Professor Titular de Ens. Fund. II na Prefeitura de São Paulo. Professor de Geografia do Ensino Médio do Centro Educacional Pioneiro. Professor de Geografia Política, Geografia Urbana e Prática Pedagógica nas Faculdades Integradas de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos.
Sobre a disciplina:
A geografia permite discutir questões fundamentais em nossas vidas. Questões como: Por que as coisas acontecem num determinado lugar e não em outro? Como as pessoas vivem? Por que os vários lugares se organizam de forma tão diferente? Enfim, pensar o mundo como ele é, e também como poderia ser.
Também é por esses motivos que a geografia é uma disciplina fundamental para os alunos. Mas, não só por fazer parte dos conhecimentos exigidos na vida acadêmica e profissional. Mas principalmente porque é através dela que se pode perceber como a sociedade e sua interação com a natureza se organizam através do tempo, e a partir desta dinâmica, como o Espaço Geográfico é produzido e/ou reproduzido. Afinal, “o espaço não é formado apenas pelas coisas, os objetos geográficos, naturais e artificiais, cujo conjunto nos dá a Natureza. O espaço é tudo isso, mais a sociedade.” 1. Desta forma, ela pode contribuir ativamente na formação de uma cidadania mais crítica e participativa.
Para tanto, conteúdos como: Urbanização, Meio ambiente natural e Meio Técnico Científico Informacional, entre outros, assumem papéis decisivos devido à importância que representam, e por discutirem alguns dos processos que mais influenciaram e influenciam na formação do mundo contemporâneo.
Por se tratar de uma disciplina que historicamente tem superado suas crises, ela também propicia um movimento permanente de reflexão e renovação. Neste sentido, recai sobre esta disciplina a constante necessidade de se discutir um de seus problemas mais crônicos: a definição do objeto e seus limites. Assim, a definição do próprio Espaço Geográfico enquanto objeto de estudo primaz da disciplina, torna-se a sustentação e a justificativa desta que pretende pensar o dito ESPAÇO DO HOMEM.
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