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Mini currículo dos professores

Acácio Arouche
Arte

acacio

Foi na 7ª série que a professora de português me levou a descobrir o universo da poesia mostrando na classe poemas de Vinicius de Morais e Manoel Bandeira.
Mais tarde, por uma confusão entre Manoel Bandeira e Antônio Bandeira descobri a poesia no universo das artes visuais numa exposição de obras deste último.
Daí para frente foi um longo percurso:

 

  • comecei a visitar outras exposições, acacio
  • estudei desenho industrial na FAAP,
  • formei-me em Licenciatura em artes Plástica na Faculdade Sta Marcelina.
  • expus numa coletiva do Clube Feminino Alfa Ville (1979),
  • participei da Mostra de Colagem no Centro de Artes Shopping - News (1980).
  • ganhei o 1º Prêmio Telesp – Ano Internacional da Criança (1990)
  • fui professor na Academia Brasileira de Arte (ABRA) onde fiz uma exposição individual (1990).
  • leciono artes na rede pública de ensino.
  • e nos 10 últimos anos no C. E. Pioneiro

Jorge
Quimica

JorgeAos 5 anos, em 1964, minha vida teve uma grande reviravolta: entrei para a escola. Foram 11 anos em dois colégios particulares, de porte médio, nas proximidades de casa. O 3º colegial, já em 1975, foi em uma escola pública, a noite. A manhã estava reservada para o cursinho. Não deu certo.
No ano seguinte, seis meses de cursinho foram suficientes para entrar no curso de Engenharia Industrial, na FEI, a partir do segundo semestre. Após três anos e meio a decisão de mudar (muita gente não gostou). Novo vestibular e Química USP/Ribeirão Preto. Um ano naquele clima quente, ar parado e muitas festas me levaram a outro vestibular: Química USP/São Paulo. Em 1986, trabalhando, casado e com uma filha, me formei em Bacharel e Licenciatura em Química.
Um amigo do Instituto de Física e eu, em 1982, fomos contratados para desenvolver os cursos de Ciências, Física e Química em uma escola de supletivo noturno. No início era o encaminhamento tradicional, baseado nos livros didáticos. Com o tempo fomos adaptando às necessidades da clientela que tínhamos, na sua totalidade trabalhadores que estavam ali para pegar um diploma.Jorge A coisa ficou séria.
Em 1985 lecionava em três escolas: todas as noites no supletivo, duas manhãs no Liceu Eduardo Prado, escola regular para 1ª e 3ª séries do segundo grau e uma no curso preparatório para vestibular Anglo de Sorocaba. Sobrava um tempinho para fazer aquelas matérias penduradas da graduação.
No ano seguinte fui convidado para trabalhar no Colégio de São Bento, assumindo todas as aulas de Química. Em 1996 ingressei no colégio Palmares, onde permaneço até hoje. Em 1997 troquei as aulas que restavam no São Bento pelo Colégio Marista Arquidiocesano, onde lecionei por sete anos. Fiquei um semestre na Escola Waldorf Rudolf Steiner, experiência muito interessante e, logo em seguida, a primeira passagem pelo Pioneiro, segundo semestre de 2005.
Em 2008 retorno ao Pioneiro, agora como titular da área de Química e, também, assumo as cadeiras de Química Orgânica e Físico-Química no curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo. Desde 2005, divido com outros professores aulas de recuperação, ao final de cada trimestre, no Colégio Dante Aliguieri.
Durante todo esse período, participei de vários cursos na área de educação em Química, entre eles três na USP/SP e um em Göttingem/Alemanha. Conclui o Curso de Especialização (lato sensu) em Química nas Faculdades Osvaldo Cruz (1998) e fiz parte da primeira turma, ano 2000, de mestrado em Ensino de Ciências – Modalidade Química pelos Institutos de Química e Física e Escola de Educação da USP; cumpri os créditos, mas não cheguei a concluir todas as etapas.
Paralelamente as atividades como professor, realizei inúmeros trabalhos editoriais como escrever livro didático, revisão e análise crítica de livros, reformulação de coleções já publicadas, elaboração de apostilas para cursos preparatórios de vestibular.

jorgePor que Química?
No “colegial” alguma coisa me despertou para a Química. Sinceramente, não lembro o quê. O fato é que fui me interessando mais por esta área do conhecimento e, com o tempo e estudos, ela foi se apossando de mim e eu dela. Na verdade, acho que não é uma questão de gostar, mas a possibilidade de começar a entender um pouco como são as coisas. Peter Atkins escreve, no início do prefácio do seu livro MOLÉCULAS: “...Existe satisfação em meramente observar o mundo, mas essa satisfação pode ser aprofundada quando a visão da mente consegue penetrar na superfície das coisas para enxergar as conexões existentes”.
É mais ou menos isso que procuro passar aos alunos. Valendo-se do conhecimento químico como mais uma porta aberta para o mundo, e que eles possam encontrar o equilíbrio entre as suas satisfações pessoais e os interesses coletivos.

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