Marcela Sarro - 1° ano do Ensino Médio – 2015

A Terra é ocupada por seres vivos já há vários milhares de anos. As relações entre esses seres com a própria espécie, com espécies diferentes e com o ecossistema são estudadas pela Ecologia, palavra de origem grega que significa, literalmente, “estudo da casa”. Mas como acontecem tais relações entre os organismos e o meio?

As associações entre esses indivíduos podem ser vantajosas, desvantajosas ou indiferentes para um ou ambos os participantes, com diversos graus de dependência entre eles. Dentre as relações vantajosas para ambos está o mutualismo, em que os seres envolvidos não conseguem sobreviver um sem o outro, tal como ocorre entre o cupim e o protozoário presente em seu aparelho digestivo. Outro exemplo é a protocooperação: nesta, as espécies podem viver sem a relação, mas ainda trocam benefícios, como acontece com o caranguejo eremita e a anêmona do mar. No caso do inquilinismo, associação em que uma espécie se instala em outra buscando abrigo e moradia, as vantagens são unilaterais, sendo o inquilino o único beneficiado, sem, porém, prejudicar o ser vivo no qual ou sobre o qual ele se abriga, tendo como exemplo as plantas epífitas, que se acomodam em árvores altas para obter mais luz.

Já em relações como a predação, no qual um ser vivo se alimenta de outro, existe a desvantagem. Nessa situação, aquele a ser prejudicado é a presa, enquanto o predador se beneficia, como, por exemplo, o lince, que faz da lebre seu alimento. Na competição interespecífica, a desvantagem também existe, mas, neste caso, para ambas as espécies, visto que as duas terão que competir pelos recursos do ambiente. Este último exemplo está diretamente relacionado com o conceito de nicho ecológico, uma vez que, quanto mais semelhantes os modos de vida e as relações das espécies com o ecossistema, maiores as chances de competição.