Livia Tazima -  1° ano do Ensino Médio – 2015

Como são as relações entre as espécies em um ambiente?

No ambiente, temos inúmeras espécies animais e, para organizá-las, utilizamos a ciência, que é dividida em vários ramos, sendo um deles a Ecologia.

Responsável pelo estudo das interações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem, a Ecologia é dedicada ao conhecimento do nicho ecológico e nas relações inseridas nele. Denomina-se nicho ecológico o modo único e peculiar de sobrevivência – o papel ecológico – de cada espécie. Quando diferentes espécies se situam em um mesmo ambiente (cientificamente chamado de hábitat) diversas relações ocorrem entre elas; são algumas a protocooperação, o mutualismo, o inquilinismo, a competição interespecífica e a predação. Dentre as relações citadas, três delas predominam a troca de benefícios e em duas ocorrem tanto prejuízos quanto benefícios.

Na protocooperação, as espécies associadas trocam benefícios de forma facultativa, ou seja, podem viver sozinhas, independentes da outra; um exemplo de protocooperação é a relação entre crocodilos e aves. O mutualismo constitui a mesma ideia, porém a “troca de favores” é obrigatória e indispensável para a sobrevivência de ambas espécies – a relação beneficia tanto o cupim quanto o protozoário que vive nele, por exemplo. Com o inquilinismo, apenas um dos indivíduos, o inquilino, se beneficia; apesar disso, o outro, o hospedeiro, não sofre prejuízos tendo a espécie abrigada em si. Um exemplo comum é a relação entre epífitas (bromélias, orquídeas) e os troncos de árvores.

Na competição interespecífica, as espécies disputam pelo mesmo recurso no mesmo habitát, podendo prejudicar a comunidade “mais fraca”- um exemplo é a competição entre gafanhotos e gados pelo mesmo alimento. Em relação à predação, a espécie predadora se alimenta da presa de tal modo que há um “controle populacional” da mesma, podendo ou não prejudicá-la. Essa relação pode ser facilmente encontrada entre a lebre e a lince.