Lara Hanssen de Camargo Barbosa – 6º C – 2015

Era uma vez um homem que morava em uma floresta com seus três filhos e sua bela filha.

Certo dia, de uma enorme e bonita carruagem dourada, com muitos cavalos brancos e muitos cavalariços, desceu o rei, Barba-Azul, e bateu na porta pedindo ao camponês sua filha em casamento. O camponês aceitou logo, com um enorme sorriso. Mas quando ele contou a ela, a mesma ficou relutante, principalmente pelo fato de o homem ter uma enorme barba azul, que inevitavelmente assustava aquele que o olhasse. Mas depois que o pai tanto insistiu ela aceitou. Antes de ir pediu um favor aos irmãos. Ela pediu que se eles a ouvissem gritar, deviam ir correndo acudi-la, eles prometeram que iam fazê-lo. E ela foi, junto ao rei, na sua enorme carruagem dourada, rumo ao castelo.

Chegando lá, ficou impressionada, pois tudo o que desejava era atendido.

Depois de algum tempo, o rei falou que ia viajar a negócios e entregou a ela todas as chaves do castelo e disse que ela poderia abrir todas as portas que quisesse, exceto a sala secreta que se abria com a chave de ouro. Ela prometeu não abrir, mas a curiosidade estava a torturando, então perguntou a si mesma:

- Quem vai descobrir se eu abrir?

Então ela abriu e uma correnteza de sangue saiu e ela viu corpos de mulheres mortas que agora eram só esqueletos. No meio disso, a chave caiu no sangue, ela conseguiu pegá-la, mas ela estava toda coberta com sangue. Ela tentou limpar, mas toda vez que tirava o sangue de um lado da chave, ele ia para o outro lado e assim ela passou o dia todo limpando e limpando e o sangue não saía, até que no final do dia ela pôs a chave na palha, para ver se a mesma absorvia o sangue.

No dia seguinte, o marido chegou ao castelo e logo que encontrou a mulher perguntou das chaves, ela lhe entregou todas as chaves, menos a chave de ouro, achando que ele não ia notar a falta de uma. Ele contou todas as chaves e percebeu a falta da chave de ouro e perguntou se ela estava fazendo algum tipo de brincadeira, ela respondeu que tinha deixado a chave de ouro separada lá em cima. Ele logo a mandou ir buscar, ela disse que havia perdido a chave, mas o rei não era bobo, logo percebeu que ela tinha aberto a sala secreta e derrubado a chave de ouro.

Então, ele pegou uma faca e disse que ela iria parar na sala secreta junto com os outros esqueletos de mulheres. Antes de morrer, ela pediu um favor: queria fazer uma oração, ele permitiu. Logo em seguida, ela subiu ao seu quarto e da janela gritou:

-Irmãos, queridos irmãos. Venham me socorrer!

Os irmãos estavam no meio da floresta tomando vinho fresco, até que o mais novo falou que tinha escutado a irmã gritar, então eles subiram em seus cavalos e correram na velocidade de uma ventania.

Enquanto isso, o homem gritou lá de baixo que tinha acabado de afiar a faca, ela chamou os irmãos de novo e quando olhou pela janela viu uma poeira levantando como se tivesse vindo uma manada, mas, enquanto isso o homem estava subindo as escadas, ela chamou novamente pelos irmãos e o mais novo respondeu que já iam socorrê-la. O homem chegou ao quarto, puxou-a pelos cabelos e apontou uma faca em direção ao seu coração, de repente os irmãos arrombaram a porta, tiraram a faca da mão dele e o mataram. Ele foi pendurado na sala secreta junto às mulheres.

Os irmãos voltaram todos para a casa, com a riqueza que antes pertencia ao rei.

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Descrição da atividade

Os alunos do 6º ano ouviram em sala a leitura do conto “Barba-Azul” (Irmãos Grimm) e recontaram a história. Era preciso lembrar-se dos detalhes e caprichar na escrita.